terça-feira, 1 de julho de 2014

Amor a vida doméstica

Olá, tudo bom? O post de hoje é uma mistura de desabafo com atualização.
Quando voltei dos EUA estava triste pelos meus planos terem dado errado, mas ao mesmo tempo feliz de ter ido morar com meu namorado. Finalmente eu ia ter minha casinha e mandar e desmandar no que eu quiser... rs. O triste foi a dificuldade em arrumar emprego. No início talvez eu não tenha me esforçado tanto, mas depois corri atrás e ainda sim estou desempregada.
Neste meio tempo aprendi a cuidar de uma casa, mas isto não foi grande dificuldade pra mim pois quando eu morava com meus pais, minha mãe sempre colocou eu e minha irmã pra ajudá-la.
No entanto, em minha própria casa pude ver que cuidar de uma casa não inclui somente limpeza, mas toda uma organização, principalmente financeira.
Meu marido deixa em minhas mãos esta tarefa e eu descobri um verdadeiro amor por isto.

Quando eu era mais nova, adolescente, sempre fui desorganizada com tudo, mas aos 18 anos, quando entrei na faculdade, mudei radicalmente meu jeito de ser. Num dia acordei e joguei metade de minhas coisas foras, adotei um método de anotações e com isto me tornei uma pessoa bem organizada. Com o tempo até exagerei em algumas coisas, confesso. Meus familiares e meu marido se incomodam certas vezes e dizem que tenho TOC, mas fiquei assim também por uma questão de responsabilidade. E não considero que eu tenha TOC pois eu não posso dizer que 100% da minha vida é organizada...

Quando eu tinha 12 anos tive aulas de Educação para o lar na escola onde eu estudava e eu detestava... Hoje em dia eu daria tudo pra poder fazer aulas assim novamente. Eu passei a amar esta vida doméstica e fico mais feliz dentro de casa do que fora dela. Acontece que certa vez li que "Antes de você querer mudar o mundo, dê 3 voltas na sua casa" e meio que adotei isto como lema, não só no sentido figurado, mas também no sentido literal. Com o passar do tempo notei que muitas pessoas que eu considero pessoas de mau coração, vivem num verdadeiro chiqueiro. Talvez se se dedicassem mais a cuidar de onde vivem, não teriam tempo pra espalhar coisas ruins :\

Estou procurando emprego ainda, mas felizmente voltei a estudar. Isto me faz me sentir útil, minha família fica feliz, meu marido também, mas no fundo no fundo, acho que minha verdadeira paixão é cuidar da minha casa. Fiquei pensando em meios de fazer este amor virar profissão, mas ainda não cheguei muito a nada concreto.

Acontece que se você vira pra sociedade e fala que não quer mais estudos e descobriu que quer ser dona de casa pra sempre, vão te julgar. Eu não me importo com o que os outros falam, mas minha família sim. E eles ainda não tem mente aberta neste sentido. Não os culpo, pois me criaram pra não depender de marido. E quero trabalhar pra poder aliviar um pouco o lado do meu marido. Mas que seria maravilhoso não precisar disto, ah, seria. Algumas mulheres reclamam de ter que pedir dinheiro ao marido, que querem ser independentes, porém, o problema não está no dinheiro e sim no marido, pois graças a Deus o meu não fica me regulando e respeita meus gostos.

Enfim, seja qual for a escolha da pessoa, tente se pôr no lugar dela antes de fazer uma pré julgamento. Se ela é feliz assim e não faz mal a ninguém, que mal pode ter? Beijinhos, Thainá.

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