domingo, 31 de julho de 2016

Saudades do que não viveu

Minha irmã sempre foi muito fã da banda Legião Urbana e apesar de não ser tão fã quanto ela, admiro várias canções. Sei que pra alguns legião é algo ruim, mas não consigo entender porque, acho cada letra perfeita e encaixáveis em várias situações. Alguns consideram bregas, coisas de estudantes de humanas que fumam maconha, mas eu simplesmente não me importo.

Certa vez ela ganhou um Dvd sobre a vida do vocalista Renato Russo e parece-me que uma pessoa da família dele disse que uma coisa que fazia Renato sofrer era a desigualdade social, problemas de fome e miséria pelo mundo, causando-o até depressão. Eu me perguntava se isto era realmente possível pois, embora fossem problemas que eu sabia da importância, não chegavam a me afetar neste ponto.

Daí que ultimamente tudo mudou. Na minha última experiência trabalhando de carteira assinada num escritório aqui no Rio eu pude vivenciar uma realidade que nunca passei. Muito do que eu acreditava foi pelo ralo e com isso passei a ver muitas coisas por outros ângulos. Nesse sentido, passei a sentir um pouco do que Renato Russo sentia e eu achava impossível acontecer. Vira e mexe me pego refletindo sobre essas coisas, sendo que a maioria delas não me afeta. Nunca neguei que vivo bem em comparação a maioria dos brasileiros que passam dificuldades, agora então, esses privilégios ficaram mais evidentes ainda na minha mente.

Mas eu não sou rica: 90% das coisas que sinto vontade de fazer eu não posso pagar, e sinto que esse é um preço que eu pago pela minha liberdade. Nesses 3 últimos anos, que foi quando iniciei esse blog, muita coisa mudou, desde minha realidade financeira quanto a como enxergo o mundo.

Já vi uma tirinha na internet sobre "fases que vivemos em relação a nossas mães" e é mais ou menos assim:

3 anos: "Mãe, amo-te." 11 anos: "Mãe, não me chateies." 16 anos: "A minha mãe é tão irritante." 18 anos: "Eu quero sair de casa." 25 anos: "Mãe, tinhas razão." 30 anos:" Eu quero voltar pra casa da minha mãe." 50 anos: "Eu não quero perder a minha mãe." 70 anos: "Eu abriria mão de TUDO pra ter minha mãe aqui comigo."

Comigo, aos 25 anos, pude comprovar que tudo citado é verdade e achei que pararia por aí porque sair da casa dos meus pais foi ótimo até então. Mas agora chegando aos 30 eu super entendo que, embora a liberdade seja deliciosa, é comum sentir vontade de voltar pra casa dos pais. Na verdade, sendo racional, é algo que não quero, mas a gente começa a perceber oportunidades desperdiçadas durante o período anterior a sair de casa, e muito disso ocorre por questões financeiras.

Enfim, foi só um desabafo que se alguém por aí ler, me diga se passou por estas fases nessas respectivas idades e se ficou chateado por ser tão clichê huahuahaha

Beijos, Thainá.

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sábado, 30 de julho de 2016

Como ser uma dona de casa melhor?

Você deve estar pensando que citarei aqui listas de organização e limpeza pra você executar em sua casa... MAS NÃÃÃÃO!!!

Vim compartilhar com vocês nesta postagem algumas considerações sobre o que todo homem e toda mulher pode fazer pra melhorar sua vivência dentro de casa, tornando o lar um lugar melhor. O foco do nosso blog somos nós donas de casa, porém este artigo é pra todos.

- Seja bem informada: A diferença da dona de casa atual pra antiga é que ela consegue obter informação até dentro de casa. Antigamente o único meio de comunicação que as mulheres do lar tinham acesso era o rádio, mas nem todas podiam pagar por um. O homem podia manipular a mulher se quisesse, já que a ela era negado o direito de vontade própria. Hoje em dia não mais!
Use a internet, a TV, o rádio a seu favor, seja uma pessoa bem informada. Leia noticias sobre política, esportes, entretenimento, seja uma pessoa com quem todos gostem de conversar, não se limite a falar só sobre seus bebês porque nem todos gostam. A dona de casa moderna é mais que marido e filhos! Não vejam este post como uma crítica a mulheres que amam seus filhos e conversam sobre eles, mas é muito mais gostoso conversar com alguém que fala sobre diversos assuntos, principalmente quando há algo em comum. Se por ventura você está nesta situação, não se culpe, é completamente normal. 

- Seja independente: É estranho pra quem vê de fora considerar donas de casas como mulheres independentes mas a independência nem sempre tem a ver com dinheiro. Conheço mulheres que dependem financeiramente de seus maridos mas ainda sim tem voz dentro de casa, opinam e não se deixam manipular negativamente pelo marido. Você pode dar o braço a torcer certas vezes prezando pela paz no lar (na verdade, esta é uma decisão muito sábia), mas não seja submissa a ponto de se anular. Quase todos os homens gostam da sensação da conquista e uma mulher que não se opõe a nada pode levá-lo ao tédio. Seja você mesma, diga o que sente, isto é muito saudável para o relacionamento, mas também não haja como um robô pensando nessas dicas: as vezes seguir o coração é importante.

- Comuniquem-se bem: Já observei alguns pequenos conflitos dentro de casa referentes a falta de comunicação. A máxima que diz que diálogo é fundamental não está errada, e pequenos conflitos podem gerar grandes problemas de diversas naturezas. Não conte com a intuição dizendo que seu marido ou sua esposa saberá exatamente o que você está pensando, as vezes eles podem se enganar, e surpreender o companheiro é muito bom para um relacionamento.
Comunique-se também com sua comunidade, conheça seus vizinhos e sua vizinhança. Seja cautelosa com sua privacidade, mas ao conhecer seus vizinhos você terá mais pessoas com quem contar em caso de problemas, além de possíveis amizades. Esta dica é mais voltada pra pessoas que foram morar em locais diferentes ao casarem-se. Já viram em filmes aquelas gentilezas de deixar uma cesta de quitutes na casa dos novos vizinhos para se apresentar? Você não precisa fazer exatamente isto, mas deixem eles te conhecer.

- Ocupe-se com coisas úteis, proporcione qualidade a seu tempo livre: Esta dica serve até pra mim mesma que, confesso, ás vezes dou ibope pra inutilidades. As vezes assisto vídeos bobos, filmes repetidos e logo depois me arrependo pois poderia estar usando meu tempo livre com algo melhor. Uma coisa simples a desenvolver é prometer-se que todos os dias você aprenderá algo novo, seja algo grandioso ou mesmo simples, mas conhecimento nunca é demais.

- Cuide de sua saúde: Sei que muitas mulheres fazem tudo pelos seus filhos, pra que eles vivam bem e saudáveis, mas uma coisa que contribui para o bem estar de seus filhos é justamente você se cuidar. Se alimentar bem, exercitar-se eventualmente quem sabe, mas a saúde física e mental dos pais é fundamental para a boa criação dos filhos.


Veja mais textos sobre a vida doméstica aqui: Clique aqui.




Espero que tenham gostado da postagem e deixem seu comentário abaixo. Sigam a gente no Instagram também e compartilhe este texto com seus amigos :) Beijos, Thainá.

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terça-feira, 26 de julho de 2016

Estereótipos negativos sobre Donas de casa

É comum ser rotulado/a em vários segmentos da sociedade e nós, donas de casa, somos constante alvo de críticas. Mas antes de lançar uma postagem raivosa sobre as maiores imbecilidades que costumamos ouvir, vamos nos unir pra acabar com esses preconceitos.

É importante que não deixemos espaço para palpites e intromissões em nossas vidas. Prometa-se que de hoje em diante não abriremos mais brechas para que isto aconteça. Se ninguém vai no escritório onde uma pessoa trabalha palpitar sobre o que ela está fazendo, ninguém tem o direito de julgar como cuidamos de nossas próprias casas e nossos próprios filhos.

Estereótipos negativos sobre Donas de casa

Sendo assim, é comum sermos acusadas de:

- Mulheres à toa: Tem gente que pensa que ficamos o dia inteiro a toa sem nada pra fazer. Existe até uma piada da mulher que acordou e decidiu não fazer nada literalmente durante o dia todo, e quando o marido chegou encontrou a casa de pernas para o ar. Logo, nosso trabalho pode não ser notado quando executado, mas é muito notado quando não realizado. Não existe um só ser humano que preocupado com higiene e organização se mantenha inerte ao estar dentro de casa.

- Mulheres que gastam dinheiro à toa: Se a mulher não trabalha fora, é óbvio que ela precisa do dinheiro de quem convive pra se manter, nenhum ser humano consegue viver sem grana. Antes de questionar os gastos, entenda que ela lava, passa e cozinha, e isto não é gratuito: tudo na vida tem um preço.
Atualmente a maior parte das mulheres que conheço são contidas com os gastos e muitos maridos não tem noção dos custos das coisas, logo, essa fama de gastadeira nada mais é que uma invenção de uma sociedade machista pra nós nos sentirmos mal com nós mesmas. Vamos dar um basta!!

- Mulheres "burras": É comum achar que donas de casa são mulheres sem estudo, mas na verdade, muitas abriram mão de suas próprias carreiras pra cuidar dos filhos, coisa que raramente vemos um homem fazer. Vamos procurar saber melhor das coisas antes de julgar, a dona de casa moderna tem acesso a internet, telejornais e só faltará conhecimento se ela quiser.

- Mulheres "relaxadas": É comum  também achar que donas de casa não tem vaidade, mas a verdade é que muitas (até me incluo nestas) preferem investir seu dinheiro na própria casa que em si mesmas. Não julgo se é certo ou errado, apenas ressalto que cada um tem suas prioridades.




E vocês pessoal, já foram acusadas de alguma coisa acima? Deixem seu comentário pra nós sabermos melhor ;) Beijos, Thainá.

Texto inspirado no artigo maravilhoso: Reconhecendo estereótipos racistas internacionais

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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Dona de casa é profissão? Deveria ganhar salário?

Eu sempre ouvi estes questionamentos por parte de mulheres mais velhas com quem convivo. Quando eu era mais nova sempre ouvia minha avó reclamar que deveria ganhar uma espécie de "salário" do marido pois lavava, passava e cozinhava pra ele sem pedir nada em troca, enquanto ele sempre trabalhou fora e não dividia os trabalhos domésticos. Eu, até hoje, me pergunto se isto é justo e não tenho uma opinião formada concretamente sobre isto.

Já tive a experiência de estar em casa desempregada enquanto meu marido trabalhava fora, de trabalhar fora enquanto meu marido estava em casa desempregado e atualmente nós dois trabalhamos fora mas também cuidamos da casa. Até minha mãe que sempre trabalhou fora (hoje em dia ela é aposentada) diz que independentemente de uma mulher trabalhar fora ela acaba cuidando da casa, logo, também é dona de casa. No meu entendimento isto também vale para os homens que se preocupam com seu lar (o que deveria ser, tipo assim, TODOS).

É muito difícil conciliar as tarefas  de trabalhar fora e cuidar da casa; com isto sempre achei desaforo considerar ser dona de casa profissão por alguns motivos: o primeiro deles é que a gente estuda anos numa faculdade ou em algum curso de especialização pra ser considerado profissional. Aí me vem uma pessoa que limpa, passa e se diz "profissional do lar", soa até meio ofensivo com quem se esforça tanto entre os livros e as horas de estudo. O segundo motivo é que por trabalhar fora E TAMBÉM cuidar da casa, a vida de quem só exerce o último parece muito mais fácil de quem exerce ambos. Não considerava dona de casa profissão por estes motivos acima mencionados.

Contudo alguns fatores também contribuem para acreditarmos que o cuidado exclusivo com o lar também poderia ser considerado um trabalho. E pior, um trabalho escravo.

Quando você contrata um profissional pra qualquer atividade, por exemplo, você não pode se limitar a pagá-lo com casa e comida, isto no Brasil é considerado escravidão. É comum na indústria da moda onde imigrantes bolivianos, colombianos, peruanos passam pela situação de vir para o Brasil e não tendo como se manter, aceitam tais condições. É ilegal!! Por analogia, a dona de casa não deveria se contentar com casa e comida, ela precisa de dinheiro pra ela. Desta maneira ser dona de casa deveria sim ser considerado um trabalho.

Sei que algumas mulheres que são donas de casa exclusivamente recebem mesadas do marido para que não passem pela situação de ter que pedir dinheiro e dar a satisfação de seus gastos, mas não são todas.

E vocês, acham que ser dona de casa é um trabalho como outro qualquer?

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quarta-feira, 13 de julho de 2016

O que pode acabar com a sua família?

Noite passada a Globo surpreendeu, mais uma vez, ao trazer uma cena de um casal homossexual em momento íntimo. Conheço muitas pessoas que defendem que este tipo de coisa deveria ser banida porque seus filhos podem ser influenciados a tornarem-se gays.

Particularmente não vejo problema uma pessoa "se tornar gay" (como se isto fosse possível), e nem acho que influencie de fato, caso contrário não existiriam gays no Brasil, eis que estes sempre assistiram filmes e novelas com casais heterossexuais e não se tornam hétero. Assim, muitas pessoas também alegam que querem "acabar com a família tradicional brasileira", sendo que gays sempre existiram e famílias tradicionais não deixaram de existir por causa disto.


Mas o que realmente faz uma família acabar?

- Drogas: É inegável que o consumo de drogas ajudam muito na dissolução de núcleos familiares. Toda pessoa que depende quimicamente de um produto, em muitos momentos, fará qualquer coisa pra obtê-lo e assim colocará sua família abaixo deste vício, além dos problemas causados pela inconsciência decorrente do consumo desses produtos. Álcool, cocaína, crack e outras drogas pesadas são muito prejudiciais e podem sim acabar com uma família. Talvez seja este um dos dramas mais difíceis de se superar.

- Dinheiro: A má administração do dinheiro que entra numa família pode sim acabar com seus núcleos. Quem não conhece a história de algum casal que se separou por causa de brigas motivadas por dinheiro? Ou de pai e mãe que brigam constantemente com os filhos pelo mesmo motivo? Infelizmente, é mais comum do que pensamos e não é a quantia que geras problemas e sim o gerenciamento deste dinheiro, visto que há casos de pessoas ricas e famosas que entram em problemas por causa de grana. Ex: Cantor Belo, a atriz Luana Piovani, etc. A estas pessoas não falta dinheiro, mas faltou um bom gerenciamento.

- Promiscuidade/ Vaidade: É certo que todo mundo gosta de se sentir desejado por outras pessoas, isso faz bem ao ego, mas quando isto se torna mais importante que o bem estar familiar, pode ser um grande problema. Há pessoas que não tem intenção de trair seus parceiros, mas dão "confiança" para possíveis pretendentes somente para se sentirem queridos. Nestes casos há uma certa insegurança ou carência por parte desta pessoa que precisa constantemente da aprovação do outro pra se sentir melhor.

- Tratamento desigual em trabalhos domésticos: Hoje em dia a divisão de tarefas na casa tornou-se algo primordial para que quem a habite viva melhor. É injusto que os pais saiam pra trabalhar fora e na hora de realizar os serviços domésticos somente a mãe tenha responsabilidade. Homem não deve ajudar, homem deve DIVIDIR. Sobrecarregar a mulher com o trabalho doméstico fará se sentir cansada, talvez a faça perder a vaidade, coisas que acabam prejudicando o casamento. Fora que casais que trabalham juntos acabam se unindo mais.

- Falta de compromisso e paciência: Por mais modernos que sejamos e admitamos modelos familiares não tradicionais, uma família só dá certo quando há compromisso entre seus integrantes (de cuidar, ser parceiro, poder contar um com o outro) e paciência para lidar com as adversidades, pois ninguém nasce igual a ninguém.



E vocês, o que acham que pode de fato destruir uma família?

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Filmes sobre Vida e Dramas Domésticos

Nesta postagem trago a vocês algumas sugestões de filmes que muitas donas de casa se identificam. São filmes com temática doméstica ou que possui algum vinculo com este tipo de assunto que adoramos tanto conversar aqui no Blog ;)


Flores de Aço

Filme Flores de Aço

O filme de 1989 conta a história de amigas que se reúnem pra conversar sobre a vida e seus sentimentos, decisões e preocupações no salão de beleza de Truvy (Dolly Parton). São causos sobre casamento, filhos, dramas, tudo que nós mulheres temos facilidade pra conversar. Em 2012 foi feito um remake com atrizes negras, como Queen Latifah, mas manteve-se exatamente a mesma história, com alguns cortes. Fiquei um pouco decepcionada com o remake pois achei que iriam mudar alguns detalhes da história e mostrar um pouco mais sobre a vivência da mulher negra, mesmo assim, vale a pena conferir as duas versões (a mais recente tem na Netflix e a mais antiga no Youtube por apenas R$3,90)



A Vida Secreta das Abelhas

Filme A Vida Secreta das Abelhas

Ainda com a maravilhosa Queen Latifah, neste drama conferimos a história de uma menina que passa pelo abandono de sua mãe + abusos de seu pai, encontrando na empregada de sua casa uma amiga e uma oportunidade de ir embora viver uma vida nova. O filme é todo ambientado na época onde o racismo nos USA era forte, então, vale conferir como entretenimento mas também como uma espécie de aula de história. Este filme tem na Netflix ;)


Histórias Cruzadas

Filme Histórias Cruzadas

Este filme conta a história de uma jovem que segue contra a maré do machismo presente em décadas passada. Ela se torna escritora ao contar histórias de abusos sofridos por empregadas de famílias ricas americanas. Apesar de ser uma bonita história, recebeu algumas críticas pela maneira como se deu em relação a questão do racismo. Alguns militantes entendem que não é válido a luta anti preconceito racial quando protagonizada por alguém que não vivencia aquela situação de opressão, mas independentemente da crítica social, é um filme que vale a pena conferir (tem na Netflix ;) )


Joy - O nome do Sucesso

Filme Joy

Este filme conta a história real de Joy Mongano que passa por enormes dificuldades ao tentar equilibrar sua família louca, e ao mesmo tempo consegue superar estes perrengues tornando-se uma das empreendedoras mais bem sucedida nos USA ao criar um produto que auxilia donas de casa na limpeza, o famoso esfregão. Filme altamente inspirador pra quem pretende ter seu próprio negócio.



E aí pessoal, já assistiram alguma das sugestões? Deixe sua opinião abaixo nos comentários e compartilhe este artigo com seus amigos, tenho certeza que irão gostar :)

domingo, 10 de julho de 2016

Paixão por nostalgia

Esses dias estava assistindo um filme cujo roteiro é bem fraco, mas compartilha de uma lição interessante.

O filme "Meia noite em Paris" conta a história de um cara que vai com sua noiva para França, e por lá quer viver como em tempos antigos, fazer aqueles passeios clichês, viver uma experiência que lhe faça se sentir na Paris dos anos 20.

Não vou contar mais sobre o filme porque não quero liberar spoiler, porém, uma coisa citada neste longa é que nós sempre tendemos a nos apegar a momentos passados e acreditar que somente neles a felicidade era plena.

Uma coisa bem comum que acontece comigo e com muitas pessoas que conheço é olhar uma foto antiga e se lamentar por não ter aproveitado aquele momento de um jeito diferente ou de um jeito mais intenso. Também acontece comigo de ver fotografias do passado e achar que eu estava jovem e bonita, mas usar a memória pra lembrar que naqueles momentos eu não me sentia tão bem assim.

Acho isto muito triste porque parece que não valorizamos o momento no passado e nem estamos valorizando no presente. A gente se lamenta ao olhar pra trás e acha que nunca será novamente gostoso hoje em dia. Aí passam-se os anos e a sensação ocorre novamente.

Quero tentar curtir mais o presente e incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo pois a vida passa muito rápido. Não sou do tipo de pessoa que cultiva arrependimentos pesados, mas não quero cultivar nenhum mesmo, independentemente de qual seja sua carga. Todos os dias são ótimos dias pra criarmos novos caminhos e assim, futuramente, novas lembranças.

Beijos, Thainá.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Quanto ganho por mês? Como calcular o valor dos produtos?

Recentemente lancei aqui e no canal uns vídeos dando dicas pra quem quiser viver da venda de doces e salgados, como tenho vivido.

No vídeo abaixo eu tiro uma dúvida bem comum, que é quanto dá pra tirar por mês (em relação a grana) vendendo doces e/ ou salgados.

Quero deixar claro que estes valores que citei são para quem trabalha sozinho, está começando agora e não tem local pra venda (loja).

Quanto ganha uma doceira por mês

O cálculo é bem simples: Você soma todos os valores gastos pra fazer o doce (ou salgado). Alguns valores quebrados você encontrará por regra de 3.
Ex: Se 1kg de açúcar custa R$3,00, 3 col. de sopa (15g cada) custará aproximadamente R$0,15.

Ao somar todos os valores dos produtos gastos, você ainda acrescenta o gasto em luz, água e gás, considerando que em um dia você faça 4 receitas diferentes. Logo, pra cada receita você considerará que gastou 1/4 do que você gasta em um dia. E o valor gasto de luz, água e/ou gás em um dia você considerará o valor de sua conta mensal. 
Ex: Se você paga R$100,00 de água por mês, você paga R$3,33 por dia. Logo, cada receita custará 1/4 deste valor (R$0,83).

Daí soma-se todos os valores (do gasto e também da luz + água + gás) e multiplica-se por 3, pois 1/3 paga o gasto, 1/3 é pra você investir em seu negócio e 1/3 é pra você mesmo, seu lucro.

Deste modo, se você começa fazendo duas receitas por dia e vendendo-as 5 dias por semana (ex: de segunda à sexta), você tem uma média de R$1.300,00 por mês, dependendo do que você venderá, como venderá, onde venderá, etc.

Expliquei no vídeo mais sobre estes fatores que interferem nos lucros.

Se você gostar, mostre seu apoio inscrevendo-se no nosso canal :)

sábado, 2 de julho de 2016

Recado para novos inscritos no Canal

Quem nos acompanha pelo canal do Youtube sabe que iniciei uma série de vídeos dando dicas pra quem quiser vender doces e salgados, aumentar um pouco a renda mensal.

Daí deixei este recadinho por lá para que todos conheçam o blog, pois nem sempre poderei gravar vídeos, e é bem mais fácil atualizar aqui por textos e fotos.


Enfim, deem like neste vídeo pra todos vejam a publicação e corram aqui pro blog, pra conhecer um pouco mais e ficar atualizado das novidades. Beijos, Thainá.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Violência Doméstica sem clichês

Continuando os textos sobre a Vida de Casada, quero registrar algo diante do que tem sido falado na TV. Vimos que a atriz Luiza Brunet sofreu uma grave agressão do marido e a única coisa boa nisto é que a mídia repercutindo, em certos momentos, ajuda outras mulheres a denunciarem também.

Paralelo a isto ocorreu o "ressuscitamento" de um vídeo antigo do Padre Fábio de Melo onde ele diz que o silêncio da vítima contribui para que a violência continue acontecendo. Neste caso específico, alguns grupos (de má fé) distorceram as palavras, acusando o padre de "culpar as mulheres por serem vítimas de maridos agressivos". Não foi nada disto.

A questão é: As mulheres PRECISAM denunciar seus agressores!! Isto é fato!! Enquanto elas são agredidas e ficam quietas, as agressões continuarão. Mas por que algumas mulheres não denunciam?

Muitas dependem financeiramente do marido e acham que não tem condições de ser independente deles, que talvez não arrumem emprego, etc. Algumas até tem bons empregos e vivem bem financeiramente, mas se sentem apegadas emocionalmente a estes homens. Em nenhum dos casos devemos julga-las porque em todos há uma baixa auto estima que contribui para que a mulher continue nessa posição de vítima. Isto é muito triste. 

Ocorrem casos em que a mulher até se encoraja para denunciar e dias depois se arrepende, volta com o marido e isto gera uma certa revolta por quem vê de fora. De certo modo entendo, mas é bom termos paciência. Como disse anteriormente, a mulher nestes casos está vulnerável e com a auto estima abalada, uma pessoa nessas condições não precisa de apontamentos e sim de apoio. Quanto mais ela se sentir amada e valorizada, mas coragem criará para se livrar deste relacionamento abusivo.

Este ano faz 10 anos de lei Maria da Penha, lembro bem, foi quando entrei na faculdade, e esta lei foi sancionada no dia do meu aniversário, por isso tenho um carinho por ela. Não sei se é burrice ou má fé, mas ainda existem homens que ficam questionando a existência da Lei Maria da Penha.

Só existe uma lei específica pra proteger a mulher vítima de agressão porque a mulher geralmente é mais fraca fisicamente que o homem. Só por isso. SÓ! Claro que existem exceções, mas a lei não trabalha com exceções. Existe uma matéria na faculdade de Direito chamada "Técnica Legislativa" e nela você aprende como e porque são criadas leis.

Agora, vamos ser sinceros: existem sim homens vítimas de violência doméstica. A maioria vira piada entre eles mesmos. A mulher está errada em agredir e o homem deveria sair do relacionamento. Uma relação que chegou ao ponto do homem apanhar da mulher é porque acabou o respeito. O contrário também. Relacionamento só é bom quando ele nos faz buscar o melhor que podemos ser.
Fiquem na paz!! Beijos, Thainá.