domingo, 10 de setembro de 2017

A História do Mundo Para Quem Tem Pressa (Emma Marriot) e A História da Mitologia para quem Tem Pressa (Mark Daniels)

Nesta postagem quero deixar registradas minhas impressões sobre os livros A História do Mundo Para Quem Tem Pressa (Emma Marriott)A História da Mitologia para quem Tem Pressa (Mark Daniels).

Vamos entender o seguinte: muitas pessoas compram estes livros "compactados" na esperança de aprender em 200 páginas o ensinado em quatro anos do curso de História, ou de aprender rápido sobre um assunto pra impressionar alguém: não se iludam! Quem já se graduou em História nunca sabe 100% de tudo que já aconteceu no mundo e todo estudante de História precisa se especializar em uma área de conhecimento: isto é mais certo que a morte. Até as áreas mais comuns (História do Brasil, Egito Antigo, Medievo Oriental, por exemplo) precisam ser estudadas dentro de um recorte temporal para que o trabalho desenvolvido seja cada vez mais específico e crédulo. Então, você não vai aprender História com um livro deste tipo. 

Mas, se estes livros não servem pra aprender história, pra que servem então? Acompanhe abaixo nesta resenha dos livros A História do Mundo Para Quem Tem Pressa (Emma Marriot) e A História da Mitologia para quem Tem Pressa (Mark Daniels).


A História do Mundo Para Quem Tem Pressa (Emma Marriot): A autora, que é historiadora pela Universidade de Warwick na Inglaterra, é especialista em História Contemporânea. Atualmente trabalha como editora, escritora e resolveu reunir em 200 páginas a história do mundo, da Antiguidade até o final da 2ª Guerra Mundial.

De fato o livro aborda os assuntos mais importantes da história desde a invenção da escrita, o problema é que não relaciona os assuntos publicados de modo a compreendermos dentro de uma linearidade. 

Nós, estudantes de história e historiadores evitamos linhas do tempo rígidas que nos deem a sensação de rupturas bruscas no passar dos anos. Contudo, o método "linha do tempo" ainda é usado para fins didáticos, facilitando o estudo/ ensino.

Para quem nunca estudou história antes, este livro se mostra uma chuva de informações agressivas deixando o leitor totalmente perdido. Se você nunca gostou de História mas agora resolveu estudar, sugiro a leitura de livros específicos por eras, exemplo: Grécia e Roma antiga, Antiguidade Oriental, Medievo Oriental, Medievo Ocidental, Sistema Feudal, etc (futuramente farei posts de indicações de livros destes temas). A calma é sua melhor amiga!

O livro A História do Mundo Para Quem Tem Pressa é indicado pra quem já está familiarizado com os assuntos acima mencionados tendo estudado, pelo menos, uma vez na vida. Eu uso muito o livro em vésperas de provas para me lembrar assuntos que já conheço, logo, o livro tem o seu valor. Ele é ideal pra quem já tem experiência como estudante de história pois, mesmo quem conhece dos assuntos, muitas vezes falta a "teoria". A Teoria da História nos mostra métodos de estudo que desenvolvem o senso crítico do estudante de modo a fazê-lo compreender melhor tudo que estuda. Assim, um estudante experiente neste ramo terá mais facilidade de usar o livro.

A História da Mitologia para quem Tem Pressa (Mark Daniels): O autor, graduado em Cambridge, estudou linguística e clássicos, seja lá o que isto signifique em termos educacionais na Inglaterra. Na micro biografia na orelha do livro, orgulha-se de ter desenvolvido um trabalho pesado na elaboração, ou seja, na base de muita pesquisa. Se isto realmente ocorreu eu não sei, mas gostei bem mais deste livro que do anterior. Obs: pela sorte do tipo de tema, não pelo modo de criação.

Mitologia é uma coisa que costuma variar com o tempo pois o "disse me disse" tende a criar versões para uma mesma estória. Assim como o livro anteriormente resenhado, é primordial que você já tenha contato com os assuntos abordados e você vai sentir isto ao ler sobre os mitos das culturas mais famosas (Egípcias, Gregas, Nórdicas, etc). Ao se deparar com conteúdo pouco falado (mitologia australiana, chinesa, etc) encontrará mais dificuldade pois são assuntos pouco presentes em nosso dia a dia.

A Mitologia não é menos importante que a História pois muitas vezes a explica. No Egito antigo, por exemplo, a mumificação de corpos acontecia por causa da religião e contribuiu muito para os estudos históricos. Na Grécia antiga os jogos olímpicos também se desenvolveram dentro de um contexto mitológico. É importante, então, conhecermos sobre mitos e lendas de um povo.

Por que gostei mais deste livro em relação ao "A História do Mundo Para Quem Tem Pressa"? Porque ao falarmos de mitologia há possibilidades de várias versões, facilitando o ensino e a compreensão (apesar de também rolar um certo "derramamento" de informações desconexas, desta vez, em relação aos acontecimentos históricos da época em que tais mitos se desenvolveram). Enfim... Tendo em vista a finalidade que você usará os livros, os recomendo pois são bem acessíveis financeiramente.


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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Consumismo e Militância

Eu adoro ler e escrever sobre política, gosto mesmo, mas infelizmente é difícil pôr em prática o que se acredita 100% do tempo. Diante de tantas tentações em nossas vidas fica difícil não cair em contradição. Explicando: Eu tenho um ideal político em mente e pra que ele aconteça eu preciso fazer coisas que nem sempre serão agradáveis. Uma delas é abrir mão de comprar coisas fúteis.

Economizar grana pra mim nunca foi um grande problema pois sempre ganhei mal e nunca tive um emprego estável (a ideia de não ter nada no mês seguinte me apavorava), assim, eu nunca fui de gastar mais do que ganho. Mas de vez em quando dá vontade de ter coisas que não são importantes, principalmente pra casa e decoração (latinhas, caixinhas, panos de prato, etc).

Este blog mesmo eu usava pra compartilhar coisinhas que amo pra dentro do meu lar e isto acaba me fazendo querer gastar dinheiro que não tenho. Vocês já viram perfis bombados de algumas donas de casa no Instagram? São compartilhadas cada coisa linda!! Não são moças multimilionárias que sigo, mas que elas tem uma grana sobrando pra comprar estes objetos pra casa, ah, elas tem. Eu adoro, não nego; fico com muita vontade de comprar... Mas além da grana não permitir, minha visão política socialista também impede.

No mundo socialista não deve haver lucro (teoricamente) pois tudo que é produzido por um trabalhador lhe é pago na sua integralidade. Os meios de produção são tomados pelos trabalhadores (não pelo empresário dono da fábrica) e assim vive-se numa sociedade mais igualitária. Infelizmente no Brasil não é isto que vemos: assistimos sentados cada dia mais uns poucos enriquecerem em cima do trabalho alheio. E uma das coisas que alienam estes trabalhadores é justamente este consumismo, essa vontade de ter o que não se precisa, e eu não estou imune a isto. A mídia contribui e muito com propagandas pesadas pra nos fazer crer precisar de coisas que não precisamos.

A gente pode notar que até os movimentos sociais e a militância atual viraram alvo de campanhas publicitárias e meios de vender cada vez mais. Quantas vezes você já viu o rosto de Frida ou Che estampados por ai? Eu, diversas!!

Eu evito ao máximo frequentar locais como shoppings e feiras que me farão querer gastar. A educação financeira é uma das grandes inimigas do sistema capitalista que precisa empurrar-nos goela abaixo seus produtos, desse modo, nunca vão incentivar seu ensino nas escolas por exemplo.

Sendo assim sigo fazendo minha parte evitando essas besteiras mas me perdoando quando caio em tentação, afinal, ninguém é perfeito. Quando me virem compartilhar algo distante da cultura socialista entendam que vivemos no capitalismo e é dele que nós sobrevivemos.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Thainá e as receitas?

Pessoal, quem acompanha o blog com regularidade sabe que não tenho postado novas receitas mas quero explicar porque.

Eu adoro gravar e editar, mas no momento isto está bem difícil. Além de trabalhar durante o dia, ainda faço faculdade a noite. Mesmo sendo a distância, estudar ainda é obrigatório né? rs.

Quando criei este blog foi pra ser um diário de variedades, pra postar coisas que acho úteis e ficar mais fácil de compartilhar. No entanto, de uns tempos pra cá os assuntos relativos à política começaram a me interessar e vou usar este espaço. Também curto escrever sobre outros assuntos mais leves, então, continuem acompanhando.

Sei que nem todos gostam mas eu não estaria sendo eu se abrisse mão disto. Ainda sou a mesma pessoa, mas claro que mudei muitas coisas, opiniões e visões de mundo.

Enfim, espero que compreendam. Beijos, Thainá.

domingo, 27 de agosto de 2017

Comunidades indígenas que "aceitam Jesus"

Numa postagem anterior eu menciono alguns pontos do porquê não existir doutrinação marxista na nossa sociedade como alguns líderes da direita brasileira afirmam. O Brasil pode ter avançado muitos passos a frente ao incluir o negro, o pobre, o periférico nas universidades, mas ainda sim a cultura dominante no nosso país é a cristã.

A cultura cristã se opõe em muitos aspectos ao marxismo e ao comunismo, mas ainda sim existem pessoas que enxergam pontos em comum. Esse "suposto" ponto em comum é dito pelo fato do comunismo almejar uma sociedade mais igualitária (teoricamente o cristianismo preza pelo mesmo) mas na prática vemos que é isso não é verdade.

Numa sociedade igualitária, com boa distribuição de renda, ausência de classes e castas não é preciso que a população apele para forças "sobrenaturais" para conquistar uma vida digna. Sei que isto soa meio utópico mas do que as religiões se alimentam? Não seria o "inferno" uma invenção pra impôr medo? É até ingênuo por parte de certas pessoas acreditar que um dia o Vaticano irá "doar" toda sua fortuna pra acabar com a fome e a miséria sendo estas necessárias para a manutenção. Em outras palavras, as igrejas e os templos religiosos no geral precisam de "fome", "miséria" e "desgraça" pra sobreviverem.

Atualmente a religião que mais cresce no Brasil é o Cristianismo Protestante, esse mesmo que visava combater a corrupção na Igreja católica romana, esse mesmo que repudiava a venda de indulgências, esse mesmo que hoje prega "prosperidade".

No Cristianismo Protestante é muito cômodo você pintar e bordar, fazer mal a diversas pessoas e depois simplesmente "aceitar Jesus". Algumas religiões de origem africana pregam que o que se faz, se paga, e talvez essa ideia meritocrata desagrade alguns cristãos (além do racismo gritante), talvez seja por isto tão marginalizadas.

Os evangélicos protestantes não contentam-se somente com os arrependidos, os ex-bandidos, os ex-gays (como se isto existisse), as ex-prostitutas: eles querem mais. Eles querem doutrinar comunidades indígenas que ainda não os conhecem, levar a "palavra" mesmo que isto signifique uma afronta aos costumes e ritos indígenas, "europizar" (nem sei se este verbo existe) indígenas latino americano, exatamente como ocorreu nos EUA (você conhece algum índio norte americano?) e como ocorreu na época dos Jesuítas... Ai como eles são bonzinhos...

A cara de "felicidade" dos índios
Do que é feito o Brasil? Do que podemos nos orgulhar? Não existe nada específico mais importante do que nossa própria cultura. Desde o primeiro europeu pisar no nosso continente as coisas nunca mais foram as mesmas. E nem estou defendendo comunidades indígenas como se fossem santos angelicais que viviam em perfeita harmonia. Estou apenas mencionando que comunidades indígenas NÃO PRECISAM de conversão, não precisam de "salvação", não precisam ser cristãos.

A ética, o respeito, a moral e tudo mais que nos difere dos animais são pregadas por outras religiões e de nada adianta se impostas pelo medo. A gente precisa é de educação questionadora, pensamentos livres, debate e estudos. A religião não é discutível, não é como numa sala de aula onde há troca de ideias, é somente uma pessoa falando e as outras dizendo 'amém'. Nossos índios e nosso país não precisam disto.

sábado, 26 de agosto de 2017

Novas postagens no Blog

Ano passado criei um blog pra falar de História e Política que são assuntos que amo, mas decidi trazer tudo aqui pro Blog Detalhes pois fica mais fácil pra eu atualizar. 

Sei que são assuntos que não interessam a todos mas sou eclética e este sempre foi um Blog de variedades de cunho pessoal.

Se você não gosta das postagens existe um elencado número de marcadores abaixo com os assuntos que costumo postar: tem dicas pra casa, pra culinária, estudos, passeios, várias coisas. E se você gosta de política, história, literatura, feminismo, etc, seja bem vindo também.

As postagens foram importadas do outro blog e estão sendo atualizadas, se necessário, na medida a ficar mais a cara deste cantinho.

Beijinhos, Thainá.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Qual o valor ideal de uma pensão alimentícia? Quanto uma criança precisa pra viver?

Dado Dolabella foi preso por um débito de mais de R$190.000,00 em pensão alimentícia. Aí os homens ficam "revoltados" pois uma criança "não precisa deste valor" e claramente é pra "sustentar a vagabunda da mãe e seus 'macho' ".

Queridxs, vou passar algumas informações pra vocês com base nos meus humildes conhecimentos legislativos: Quando um homem deve alimentos, ele tem total liberdade pra questionar os valores, exigir os recibos dos gastos com o filho e levar à justiça suas dificuldades financeiras (caso elas existam). O valor de uma pensão alimentícia não é fixo, imutável: você pode ajuizar ação pedindo redução caso sua renda tenha diminuído.

Acontece que a maioria dos homens não querem ter esse trabalho, não conhecem os gastos do próprio filho (e estão "cagando" pra isso) e não querem ter a guarda porque vão perder sua preciosa liberdade. Manda um deles passar um mês com o filho controlando os gastos e anotando num papel? Duvidam que queiram!!

Esse valor é um ACUMULADO por meses devendo. Os filhos também tem direito a alimentos que não foram pagos no passado antes da mãe ajuizar a ação. Informem-se melhor sobre a legislação em vigor mas, PRINCIPALMENTE, conheçam a luta das suas ex companheiras que ficaram com a guarda 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Não tente abraçar o mundo

Quando mais jovem ouvia essa expressão, "abraçar o mundo", e não dava devida importância porque o lazer e o descanso eram prioridades na minha vida... huahaha. Mas agora aos 30 anos noto como o tempo passa rápido e deve ser aproveitado sem ócio e com muita utilidade (eu acho). 

Sei da importância de reservarmos um tempo pra ficar a toa, mas prefiro dedicar esse tempo a mim, minha casa e minha família. Cheguei ao ponto de passar por cima de problemas de saúde pra trabalhar, estudar, resolver minhas responsabilidades, e olhando pra trás era justamente o contrário que fazia: fingia estar doente pra matar aula... hahahha.

Brincadeiras a parte, minha mãe nunca permitiu faltar uma aulinha sequer e não fui do tipo que matava aulas ou mentia sobre isto, mas hoje eu tento (sem sucesso, é óbvio) abraçar o mundo. Fico com tantos projetos on e offline que fica difícil me decidir o que é prioridade.

Não estou postando pra indicar nada, pelo contrário, estou realmente nessa dúvida e se alguém puder me ajudar, agradeço e explico melhor!! Beijos, Thainá.

domingo, 6 de agosto de 2017

Vale a pena fazer EAD (Ensino à Distância)? Vantagens e desvantagens

Se você chegou aqui agora, deixa eu me apresentar. Me chamo Thainá, tenho 29 anos e estou cursando a faculdade de história na modalidade à distância, na Universidade Estácio de Sá. Sou formada em Direito desde 2012 mas trabalho na área de educação.

Quando terminei a faculdade de Direito eu não sabia ao certo o que fazer e não queria continuar atuando na área. Ano passado decidi fazer faculdade de História e comecei na modalidade presencial, ou seja, eu ia a aula todos os dias.

Entretanto, em fevereiro deste ano fui convocada num concurso que prestei em 2014 e teria que passar a faculdade pro turno da noite. Esta seria uma decisão difícil pois o local onde moro está perigoso e estudar a noite seria muito arriscado. Decidi fazer faculdade à distância.

Eu só tomei essa decisão porque como funcionária pública gozo de certa estabilidade e só pretendo abandonar meu emprego no dia que arrumar outro melhor, através de concurso público também. Ou seja, só decidi fazer EAD porque não teria que passar pela sofrência que é procurar emprego na área privada, onde ainda rola um certo preconceito com ensino à distância.

A Faculdade à Distância tem disso: rola preconceito! As pessoas pensam que não estudamos, mas como tenho experiência em faculdade presencial, posso afirmar com propriedade: Ensino à distância é coisa séria! Certas vezes sinto que estudo mais fazendo EAD do que nas aulas presenciais (minha graduação em Direito foi totalmente presencial). Logo, acabe com essa ideia de que faculdade a distância é mais fácil.

Vou listar primeiro as desvantagens do curso EAD e depois as vantagens, para que não as vantagens compensem as desvantagens... rs 🙂

  • Preconceito: o principal problema da faculdade EAD é que as pessoas te olham torto e ainda desdenham quando você diz que estuda à distância. Algumas empresas ainda têm resistência em aceitar funcionários que estudem na modalidade EAD, mas tenho fé que isto vá acabando com o tempo, cabe a nós estudantes EAD fazer a diferença e provar o contrário;
  • Network: O famoso Q.I. (quem indica). Por não termos muito contato com profissionais da área, fica difícil formarmos uma rede de amigos no meio profissional. Na faculdade presencial isto não acontece, o que acaba te facilitando conhecer pessoas que te indiquem para uma possível vaga de emprego, indicações de palestras, pesquisas, mestrado, etc.
  • Debate: Apesar de haver fóruns pra debate virtuais entre os alunos, a faculdade presencial aprimora teu senso crítico pela experiência de conviver com outros alunos. Eu saí da faculdade de Direito com uma retórica infinitamente melhor do que quando entrei, logo, o debate entre alunos e professores é melhor na faculdade presencial (embora exista na faculdade EAD);
  • Disciplina: O maior desafio da EAD é no início, pois você ainda não está acostumado a se programar pra estudar, logo, há uma luta interna muito grande pra evitar a procrastinação;
  • Distrações e familiares: Um grande problema de se estudar em casa são as outras pessoas atrapalhando. Você vai precisar conversar com sua família para que eles entendam que o momento dos estudos é sagrado. Pode cair um meteoro no meu quintal, não me chame por nada nesse mundo!!

Agora quais são as vantagens da faculdade à distância? 
  • Preço: Se você optar por uma faculdade particular, o preço é bem mais baixo no curso EAD. Para vocês terem uma noção, eu pagava cerca de R$370,00 por mês na faculdade presencial e na EAD estou pagando apenas R$156,00 - mais barato até que certos colégios de ensino fundamental;
  • Locomoção: Uma das coisas que mais desanimam na vida acadêmica é o transporte, ainda mais quando você mora num local longe de tudo, como eu. As vezes eu pegava 2 conduções pra ir e mais 2 pra voltar, o que torna o dia muito mais cansativo e estressante, além dos gastos com passagem;
  • Economia: Além da economia na mensalidade, como mencionei no primeiro tópico de vantagens, e economia na passagem/ combustível, você ainda tem acesso ao material todo online, ou seja, sem xerox pra sugar nosso contado dinheirinho. A faculdade à distância acaba se tornando muito mais econômica que a presencial, nem com lanche gastamos... rs;
  • Revisão de conteúdo: Como você tem acesso ao conteúdo das matérias por meio da internet, é possível revisar sempre que puder. Algumas faculdades EAD colocam o conteúdo disponível somente por um certo tempo (exemplo: 1 semana), mesmo assim você terá mais tempo de rever aquela aula do que numa faculdade presencial, onde faltou perde conteúdo;
  • Fazer seus horários: Você que escolhe o melhor momento pra estudar de acordo com sua rotina. Se você tem hábitos noturnos e funciona melhor na madrugada, EAD é perfeito pra caso queira estudar as 2h da manhã, por exemplo;
  • Imersão no conteúdo: Uma coisa muito importante que ocorre na faculdade à distância é a absorvição do conteúdo da disciplina. Quando eu frequentava aulas presenciais era possível notar exatamente o que um professor priorizava na aula e eu acabava me limitando àquilo. Eu sentia que esse era o assunto da prova e deixava algumas coisas de lado. Na EAD não tem disso: você estuda praticamente TUDO porque os professores não deixam muito claro quais conteúdos irão priorizar nas provas: Alunos EAD sempre estudam mais!!
  • Conforto e segurança: É óbvio que é muito mais seguro e confortável estudar dentro de sua casa do que indo para uma instituição de ensino - não tem dia de chuva, nem tiroteio, nada que te impeça de estudar;

Na faculdade à distância não existe a questão da "presença" como numa presencial, mas você deve assistir às aulas e ler o conteúdo sim pois o acesso a eles conta como uma espécie de "presença" onde você deve ter no mínimo 75% de acesso.

O EAD (pelo menos da Estácio) está se esforçando cada vez mais pra ficar similar a um ambiente presencial: há os fóruns para que possamos tirar dúvidas com os professores, há exercícios online, há a biblioteca online (muito boa por sinal, ótimos títulos)...

Enfim, se você é muito jovem, acabou de sair do colegial e quer ingressar numa faculdade, estude presencialmente. A experiência acadêmica presencial é muito importante nesse sentido. Mas se você já é uma pessoa mais velha como eu, estabilizada, que quer fazer faculdade pra melhorar seu currículo, melhorar seu salário, mudar de área ou simplesmente já tem experiência acadêmica, pode se jogar na EAD sem medo. Se você SÓ PODE fazer EAD, faça! É melhor do que não estudar e ver a vida passar se lamentando de não ter iniciado sua profissionalização.

Se gostou desses tópicos abordados, compartilhe com alguém que esteja com essa dúvida, talvez ajude. Beijinhos, Thainá.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Resumo: História da Idade Média Ocidental - parte 1

Nesta postagem quero compartilhar com vocês alguns assuntos estudados na disciplina História da Idade Média Ocidental na Universidade Estácio de Sá, na graduação em História.

Medievo Ocidental

Aula 1


O período medieval é interpretado equivocadamente como um período sem grandes evoluções graças aos iluministas que tratavam tal lapso temporal como algo inferior ao que viviam e ao período da história antiga. Existem muitos estereótipos sobre cavaleiros, armaduras, castelos, mas a razão disto é a industria cinematográfica hollywoodiana.

Não devemos entender estes mil anos como um período fixo, rígido e sim seu contexto.
Atualmente temos esta consciência, no entanto, a história é estudada diferentemente de período pra período. Para os românticos, a idade média é vista de um jeito, para marxistas, de outro, para iluministas, de outro... Também já foi chamada de Idade das Trevas. reforçando o estereótipo acima mencionado.

Os marcos que separam os períodos históricos são meramente didáticos, não devemos entender como uma ruptura que aconteceu de um dia para o outro, são processos. Dizer que a queda do império romano marca o início da idade média é um erro comum, eis que ele foi se desfragmentando antes do ano de 476. Alguns autores veem a tentativa de tetrarquia de Diocleciano como o início da fragmentação do Império Romano. As interpretações podem variar.

Aula 2


Um importante autor medievalista foi March Bloch dos Annales. A era medieval começa com as migrações de povos germânicos erradamente chamados bárbaros. A desestruturação do Império Romano e organização dos reinos germânicos é o período chamando 1ª Idade Média.

Na Idade média central temos o afluxo de ouro e prata as grandes negociações comerciais, foi o auge do feudalismo. A princípio devemos entender 3 tradições da Idade Média:
  • Romanismo: O uso de Roma como referência
  • Germanismo
  • Cristianismo
Essas três tradições são aspectos culturais que definiram essas estruturas. Também devemos compreender os conceitos de:
  • Pax Romana: Período sem grandes guerras antecessor as migrações germânicas que de certa maneira facilitaram tais invasões. Roma acabou enfraquecendo e tais povos aproveitaram;
  • Ruralização: Com a queda do império ocorreu o êxodo urbano fazendo com que as pessoas voltassem para o campo, em busca de subsistência;
  • Colonato: Com essa volta ao campo, pessoas sem propriedades de terras passaram a trabalhar neste regime para os grandes proprietários;
A organização do Império Romano era mediterrânea e neste período houve o crescimento da migração para o norte europeu.

Aula 3 - Reinos Germânicos


O Império Romano tinha muitas transações com os reinos germânicos. Em 476 ocorreu uma vitória sobre os Hunos que tentavam pressionar outros povos germânicos a realizar a invasão. 

Os Suevos foram o povo que sucedeu o Império Romano em termos de organização política; tentaram defender uma monarquia centralizada na Galiza durante sua presença. O auge deste processo seria a "dinastia" constituída pelos reis suevos Hermérico, Réquila e Requiário.

Eles saquearam a Lusitania, Coimbra e Lisboa (península ibérica) no séc V e a ocuparam. Entraram em conflito com os Visigodos que mais tarde anexaram o terrítório suevo ao seu.

A conversão trouxe aos suevos o aparato que faltava para a conexão com a população galo-romana.

Um outro povo que migrou da Europa Central até a península ibérica foram os Vândalos. Após este período, o enfoque ocorreu na travessia de Gibraltar e a fundação do reino Vândalo no norte da África. Entre eles não havia unidade étnica e sim militar. Os vândalos permaneceram no norte da África até a expansão dos bizantinos liderados por Justiniano.

Aula 4 - Os Francos e Carolíngios


Os Francos assim eram reconhecidos pelo Império Romano mas não havia uma linearidade em sua organização. Eles almejavam o status de romanidade, sofreram grandes influencias romanas. Seus líderes mais importantes foram Meroveu, que ganhou batalhas contra os hunos. Seu filho Childerico também continuou os trabalhos do pai, mas o grande destaque foi para seu neto, Clóvis, que conseguiu unir todas as tribos francas sob seu único domínio.

Ele assumiu o poder aos 15 anos e junto com seu exército dominou muitas regiões, fundando a dinastia Merovíngia. Tinha um parceiro na região da atual Alemanha chamado Sigisberto e armou pra cima dele envolvendo seu filho Cloderico. Por influencia da esposa, prometeu que se vencesse uma batalha contra os Alamanos viraria cristão. Assim, fez aliança com a igreja católica e morreu aos 45 anos. Assim, a dinastia Merovíngia continuou mas Pepino de Herstal que era braço direito do rei determinou que seu cargo de administrador (major domus) seria vitalício. Seu filho, Carlos Martel, prefeito do palácio da Austrásia com sua concubina Alpaida, e nascido em Herstal, no que agora é a Valônia, na Bélgica, expandiu seu domínio sobre os três reinos francos: Austrásia, Nêustria e Borgonha. Lutou contra os muçulmanos na Batalha de Poitiers contendo o avanço islamita em direção à Europa. Seu filho, Pepino, o Breve, nomeou a dinastia Carolíngia em sua homenagem e seu neto, Carlos Magno, futuro rei dos Francos à época.

Continua...

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

(Des)Caminhos do Blog

Graças a este blog aqui eu descobri a paixão pela leitura e pela escrita. Hoje, prestes a fazer 30 anos, estou muito feliz por ter me encontrado pessoalmente e profissionalmente. Agora posso conciliar um hobbie com uma profissão pois a Faculdade de História me proporciona a leitura (em carga bem pesada, admito) e ao mesmo tempo a escrita, consequência do desenvolver de meu senso crítico.

A verdade é que não sou mais a mesma: desde que comecei a escrever aqui, com apenas 25 aninhos, minha cabeça mudou tanto. A experiência de trabalho no exterior e também a experiência de trabalho no seio do mundo capitalista me fez mudar tanto o que eu acreditava. Eu acreditava que bastava esforço que as coisas magicamente aconteciam. Hoje eu SEI que isto não é mais suficiente.

Mas também não quero me acomodar no discurso anti meritocrático: quero usar esse espaço para que seja uma ajuda a quem precisa. Não estou somente falando dos posts de dicas, mas também de empoderamento através do trabalho.

Essas ideias fazem desse blog uma total mistura sem rumo, pois cada dia sinto vontade de escrever sobre algo diferente. Mas saibam: tudo tem um propósito, que é ser ÚTIL.

Beijinhos, Thainá.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Convivendo com uma criança especial

Quando eu comecei a trabalhar como Agente de Apoio à Educação Especial (AAEE) fiquei com muito medo pois sempre me vinham a mente aquelas crianças com paralisia cerebral cujas funções motoras e intelectuais são bastante limitadas e eu não tinha experiência nenhuma com portadores de necessidades especiais.

Eu estava trabalhando no consultório de uma amiga dentista e estava bem confortável, era um trabalho bem tranquilo que me dava tempo pra estudar, cuidar da casa, ou seja, ter uma vida social fora do ambiente de trabalho. Daí que meu nome saiu no D.O. e minha vida nunca mais foi a mesma. Eu tinha plena convicção que o trabalho na prefeitura iria ser muito mais difícil em relação a onde eu estava, já que eu estava bem empregada, e estava meio desanimada com a convocação.

Na posse do cargo conheci várias moças que também iriam trabalhar como AAEE e muitas já tinham experiência pedagógica, algumas eram professoras formadas e eu mal tinha entrado na faculdade de História. Estas pessoas viviam falando do quanto é maravilhoso trabalhar com crianças especiais e na minha mente eu só pensava: demagogia. Eu realmente acreditava que era um trabalho como outro qualquer e que aquelas moças falavam disso somente pra aparecer.

No 1º dia da semana de treinamento o prefeito foi nos receber no CMRJ na Tijuca e uma pessoa que já estava trabalhando como AAEE disse que o principal que devíamos levar nesta profissão era a paciência e o amor. Pensei: mais demagogia!! Todo mundo sabe que pra trabalhar com inclusão precisa-se de paciência, basta exercitar!! Mas e o amor?

Eu entrei no colégio onde estou atuando no momento e recebi uma lista com o nome das crianças integradas: eram 25 divididas entre o turno da manhã e da tarde. Bateu um desespero, um medo, mas eu simplesmente fui.

Cada criança especial tem suas peculiaridades, não dá pra julgar como se todas tivessem os mesmos hábitos. Além disto, cada uma é criada de uma maneira dentro de casa. Criança especial brinca como as outras, se alimenta, recebe amor da família e principalmente é repreendida como as outras. Nada de muito diferente das crianças sem deficiência.

Dia a dia fui me apegando a esses pequenos e cada um tem suas manias. Claro que, por passar mais tempo com umas em relação a outras, a gente acaba se apegando mais, e quanto mais a gente convive mais a gente esquece da deficiência.

Há um menino muito especial que tomo conta e sempre conto suas histórias pra minha família e amigos, as pessoas do meu convívio que nunca o viram parecem já conhecê-lo de infância. Daí outro dia me perguntaram: _Qual a deficiência dele? Vocês acreditam que demorei a responder? Sim gente, eu momentaneamente tinha esquecido... huahahaha. 

A verdade é que quanto mais convivemos mais esquecemos esses "problemas". As crianças especiais têm esse nome e não é a toa: elas são, de fato, especiais. Elas conseguem, mesmo com todas as limitações, levar uma vida quase igual a uma criança sem deficiências. Elas gostam de bola, de tirar fotos com o celular, aplicativos, fazem cara feia quando são repreendidas e riem das mesmas coisas.

Esses meses só tem me mostrado que as pessoas que falavam da Educação Inclusiva de forma romântica estão mais do que certas: É impossível você trabalhar e não se apaixonar. Cada dia que passa amo mais o meu trabalho 💗

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Estilo de Vida Minimalista

A um tempo atrás ouvi falar a palavra "minimalismo" e desde a época eu pressentia que seria algo a me agradar, mesmo sem saber exatamente do que se tratava. Depois que a Mandy Francesa do canal de mesmo nome começou a abordar este assunto eu tive certeza que nasci pra isto, hehe.

Fui uma jovem muito bagunceira quando morava na casa dos meus pais pois eu acreditava que "mais era mais", quando na verdade "mais é menos". Quando fiz 18 anos entrei na Faculdade de Direito e num dia de surto resolvi tacar um monte de coisas fora. Eram cadernos do colegial, brinquedos que a muito tempo não usava, besteiras que guardava como forma de lembrança sem a menor necessidade. Isso me ajudou me organizar pra faculdade e desde então passei a ser uma pessoa mais organizada.

Talvez você esteja lendo isto na esperança de se tornar alguém organizado e procurando soluções, mas a verdade que não passei por um processo, foi num dia de "surto" que me livrei de tudo de inútil e mantive assim até os dias de hoje. Sério, eu nem cheguei a pensar muito a respeito, simplesmente fiz.

Pra ser uma pessoa organizada você precisa desapegar de muitas coisas e entender que nem sempre organização = praticidade: você precisa facilitar as coisas pro seu dia a dia, não adianta criar esquemas que vão tomar seu tempo e paciência pois um dia cansará.

Após se livrar da tralha que não usa, crie rotinas de organização, como tentar acordar 30 minutos mais cedo pra arrumar a cama e lavar as louças antes de sair pra trabalhar (se você achar que vale a pena, é claro!). Não precisa ser exatamente isto que mencionei, sua casa e sua família que mostrarão o que de relevante precisa ser feito em primeiro plano.

O minimalismo consiste em manter somente o que precisamos mesmo. Uma casa cheia de coisas torna-se um ambiente menor e as chances de perdermos as coisas e não acharmos mais é altíssima. Torna-se um local que, por mais organizado que esteja, parece sempre bagunçado e sujo. Se livrar de certas coisas é um bem que você pode fazer a si mesmo e a quem convive contigo.

O trabalho de prevenção também é importante: evite comprar coisas pra "embelezar" a casa, coisas que você já tenha, principalmente as que você tem e não usa. Também evite coisas que não vão combinar com o que você já tem em casa, estes são alguns pilares do minimalismo.

Já assisti vídeos mostrando que em alguns locais da Europa nórdica (coincidentemente os países com melhor qualidade de vida) já se vivem assim. As pessoas desapegaram não somente de bens materiais mas também de redes sociais ou qualquer coisa que possa ser nociva a nossa mente. Este trabalho também é importante pro nosso interior pois somos o que vivemos, não o que temos.

Conheça um pouco mais do estilo de vida minimalista, você vai sentir como é bom viver assim, super vale a pena. Beijinhos, Thainá.

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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Final de Semana em Miguel Pereira - RJ/ Pousada Coração Verde

Este fim de semana eu iria viajar com meus pais, acordei cedo no sábado e meu pai decidiu não ir mais: inadmissível é acordar cedo nas férias e não fazer nada - cismei que tinha que ir para algum lugar huahaha.

A um tempo eu já queria ir em Miguel Pereira aqui no Rio por ser um destino turístico acessível financeiramente e próximo a onde moro. A cidade é pacata, bonitinha, simples, tem opções acessíveis e dá pra fazer um turismo leve, mas infelizmente é mais voltada pra quem vai de carro, já que seus pontos turísticos são um pouco distantes.

Demos sorte de estar rolando uma festa na cidade, a ExpoGaúcha, e assim tivemos algo diferente pra curtir, mas no geral ficamos mais curtindo a Pousada que nos hospedamos.

Pousada Coração Verde - Miguel Pereira, RJ é boa
Pousada Coração Verde - Miguel Pereira, RJ

A Pousada Coração Verde é uma delícia!! A princípio ficamos assustados com a rua que dá acesso a ela, pois é uma ruazinha péssima, cheia de buracos e muito íngreme (fomos de carro). Sério, a rua é péssima!! Mas é um trecho bem curto (menos de 1km) e pra quem vai a pé tem uma saída pela parte de baixo da pousada, não precisa subir aquela sofrência toda.

Os donos da pousada são extremamente gentis e carismáticos, eles se ofereceram pra nos buscar na rodoviária (caso fossemos de ônibus) e, se não pudessem nos buscar no momento em que chegássemos, têm um contato de um taxista que trabalha com eles que também usamos do serviço e nos foi muito gentil.

Pousada Coração Verde Miguel Pereira Rio de Janeiro
Vista da Piscina

A Pousada é linda, com uma vista incrível com muito verde, piscina, quartos simples mas confortáveis e tudo bem arrumadinho e higiênico. Nós ficamos na suíte "Azulão" e ela é espaçosa pois é para pessoas com deficiência. Não tem Wifi nos quartos mas no salão de área comum (onde realizamos nossas refeições) tem conexão de ótima qualidade disponível.

Foi-nos cobrado o valor de R$210,00 a diária no fim de semana, lembrando que estamos de férias escolares, logo, é considerado alta temporada. Talvez em dias durante a semana fora da alta temporada seja mais barato. Vale a pena ficar pesquisando em sites como o Booking ou Trip Advisor, que, alias, os premiou com selo de excelência (ponto pra pousada). A suíte de luxo com banheira e cama king era R$320,00 a diária. Os donos são muito gente boa, talvez conversando possam chegar a um acordo que seja razoável para ambos.


Caso você queira ir de ônibus há uma linha que sai da Rodoviária Novo Rio cuja passagem até Miguel Pereira custa cerca de R$33,00 (não sei ao certo). Da rodoviária até a pousada é perto mas para quem está com malas vale mais a pena pegar um táxi (em média R$12,00 a corrida).

Também há a opção de ir de trem até a estação de Japeri e lá pegar um ônibus para Miguel Pereira pois assim fica mais econômico: R$11,75 a passagem, também deixa na rodoviária.

O café da manhã é ótimo, só coisa gostosa e caseira, eu e o Eduardo fomos os primeiros a comer pois acordamos cedo e nos sentimos num palácio. As funcionárias da cozinha são atenciosas e capricharam demais!! Maravilhoso comer com uma vista incrível... manhã perfeita 💗

Pousada Coração Verde - Café da Manhã

Pousada Coração Verde - Café da Manhã

Enfim, espero que tenham gostado da resenha sobre a Pousada Coração Verde e espero voltar lá o mais breve possível!! Beijos, Thainá.

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domingo, 2 de julho de 2017

Apreciando coisas de antes

Este fim de semana eu fiz um passeio até Petrópolis, cidade aqui do Rio de Janeiro, e quanto mais velha a gente fica, mais começamos ver coisas que na juventude não vemos.
Eu já tinha ido à Petrópolis duas vezes antes (uma com 12 e uma com 15 anos de idade) e parece que só ontem eu conheci aquela cidade de verdade. Lembro que até quando me perguntavam se eu conhecia, eu dizia que já tinha ido mas não lembrava de nada: é verdade, eu não lembrava quase nada 😦

Acho que quando a gente é jovem temos outras prioridades (a maioria não são importantes) e passamos os momentos com a cabeça em outros. Mas isto não é uma exclusividade da juventude: também ocorre comigo muitas vezes de, ao invés de curtir o programa que estou fazendo, ficar pensando em compromissos, contas, problemas pra resolver 😞

Eu acho muito triste porque a vida passa e a gente se lamenta de não ter curtido aquele momento quando ocorreu... eu mesma já tinha feita uma postagem a uns anos atrás, no início do blog, dizendo que eu não estava curtindo minha vida, que só pensava na chegada, e não no caminho.

Eu tive uma experiência assim durante a faculdade de Direito, no ano de 2006 à 2012. Na época que estudei eu não curtia o aprendizado, não curtia direito as amizades, eu só pensava em me formar e acreditava que quando isto acontecesse minha vida estaria realizada. Hoje vejo e sinto que as coisas não devam ser assim, mas será que alguém aí pode me ensinar a colocar isso em prática?

As pessoas que não se preocupam tanto são mais felizes, tenho quase certeza disto, elas não envelhecem, não criam "rugas", tudo que é ouvido entra por um e sai pelo outro... muitas vezes sinto "inveja" disso... A nossa pressão por emprego, dinheiro, vida social abastada... é tão cansativo 🙁

Claro que curto certos momentos e me divirto também... mas tenho a sensação que é pouco... vocês também tem? Só sei que a chegada aos trinta está me fazendo apreciar coisas que antes eu não apreciava, como um momento em família ou um passeio pra perto. Só tenho a sensação que ainda é pouco... ou eu busco mais ou supero isto...

terça-feira, 27 de junho de 2017

Como se encontrar profissionalmente?

Na postagem anterior eu compartilhei sobre meu cargo de Agente de Apoio à Educação Especial (AAEE) na prefeitura do Rio, na Secretaria Municipal de Educação, e quis aproveitar pra falar de um assunto tenso, principalmente pra quem acabou de terminar o ensino médio e pensa em cursar uma faculdade.

Essa determinação e garra que hoje sinto orgulho em dizer que tenho nem sempre foram assim. Durante quase toda minha vida eu me via correndo em círculos, sem saber o que fazer, sempre pendendo entre o "que dá dinheiro" e o que gosto de verdade. É algo clichê, mas que eu queria poder mudar para todos que conheço. Eu sempre pulava de emprego em emprego, pensava nas ideias mais estapafúrdias pra ver dinheiro entrar... e nunca estava feliz.

Quando finalmente eu percebi meu lugar no mundo tudo mudou. O que me fez desenvolver um verdadeiro amor pelo conhecimento e pelos estudos foi criar consciência política, entender nossa economia e nossa sociedade, enfim, estudar política.

Sei que para muitos é um assunto chato, mas estude política, não se limite a assistir os acontecimentos na TV. Quando nos conscientizamos sobre nosso lugar no mundo, entendemos um pouco de filosofia e sociologia, fica mais fácil enxergar a relevância de cada profissão. Ao entendermos o que um profissional faz, sua contribuição para um mundo melhor, e principalmente, o que a ausência desse profissional acarreta, entendemos seu valor. Desse modo, conseguimos pensar se temos paixão ou não por alguma carreira.

Tá, mas como se encontrar profissionalmente?

O primeiro passo eu mencionei acima, entendendo um pouco de filosofia e sociologia, sistemas políticos e econômicos, e também assumindo uma postura política, seja ela qual for.

Após este conhecimento tudo fica mais claro, você passa a querer contribuir para uma sociedade melhor, porque trabalho é isso: querer fazer a diferença, sempre ser melhor que seus antecessores na área que você gosta.

Qual profissão seguir
Conheça seu jeito de estudar, isso ajuda muito. Eu faço resumos!

Entenda uma coisa: provavelmente, MUITO PROVAVELMENTE, você vai começar a trabalhar em algo que não é exatamente o que você queria. Se uma pessoa deseja ser astronauta na NASA, provavelmente ela vai começar em cursinhos básicos de ciências exatas para entrar na aeronáutica, num cargo de praça. Isso não é nenhum problema, é assim que se ascende profissionalmente. Nada te impede também de desenvolver amor por essa profissão "escada", todas tem o seu valor.

Se você conseguir identificar uma profissão mais acessível que esteja ligada ao seu grande sonho: SE JOGUE! Nunca tive o sonho de ser professora de História, mas é a profissão mais acessível no momento, dentro do que gosto de estudar. Então, bora lá ser professora!! Uma coisa que ocorre demais na jornada profissional é conhecermos cargos que nem sonhávamos que existia, você só vai conhecer quando estiver estudando.

E não se limite à "faculdade". Cursos técnicos são uma ótima opção porque são mais curtos e te colocam no mercado de trabalho com mais facilidade. O ideal é o técnico atrelado a mais especializações e até uma faculdade, por que não? Acredite, sempre tem coisa nova pra se estudar e se você fizer o que gosta, nunca será um sacrifício. Estudar é um investimento que sempre vale a pena.

Eu não sou a aluna perfeita nem a profissional exemplar. Tem dias que não estou afim de estudar nem de sair de casa pra trabalhar, isso é normal, mas hoje eu posso dizer que AMO o que faço 💖 Se todos tivessem a oportunidade de viver isto, o mundo seria um lugar bem melhor.

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domingo, 18 de junho de 2017

Profissão: Agente de Apoio à Educação Especial

Tem tempo que não passo por aqui, se você acompanha este Blog já deve ter notado.

Deixa eu contar pra vocês... Como alguns aqui sabem, sou formada em Direito mas não trabalho na área. Eu tive uma graduação mediana e não consegui me encontrar na profissão pois na época eu não tinha a cabeça que tenho hoje, logo, não entendia muito bem o papel social do advogado (hoje eu entendo, mas é assunto pra outra postagem).

Ano passado decidi começar uma nova graduação: História ⏳. Contei nesta postagem aqui. Sei que muitos tem preconceito com licenciaturas mas não estou nem aí: sou apaixonada por História e amando o curso.

No tempo em que estive desempregada entre o fim da primeira faculdade (2012) e o início da segunda (2016) comecei a vender doces e muitos que acompanham o Blog chegaram aqui por esse motivo, pelos vídeos de receitas pra vendas e também os motivacionais.

Eu adorava vender doces mas também é um serviço puxado pois não há uma renda fixa, há dias maravilhosos, mas há muitos dias difíceis.

Durante o tempo desempregada ou pulando de um emprego a outro eu fiz um concurso pra prefeitura do Rio, pra trabalhar na área de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação. O concurso rolou em 2014 e a prefeitura da época ficou se amarrando pra chamar os aprovados.

A Defensoria Pública entrou com ação obrigando o prefeito Eduardo Paes a chamar, pelo menos, os 150 primeiros colocados e como eu não estava entre eles pensei: "Ah, se convocaram por pressão judicial, não vão chamar mais ninguém". Ainda bem que me enganei...

Dia 10 de fevereiro, aproximadamente 21h, minha mãe me liga empolgada e emocionada: Meu nome tinha saído no Diário Oficial 😃😃😃 Como eu já não esperava mais nada deste concurso, eu não acompanhava mais as notícias, mas minha mãe não, ela sempre acompanhava por também ser funcionária da SME.

Fiquei MUITO feliz, finalmente iria ter um emprego fixo e seguro, mas estava com medo pois estava trabalhando num consultório de uma dentista muito querida, que, apesar do salário baixo, era uma função muito tranquila e confortável. Além disto, eu iria trabalhar com crianças deficientes e isso me dava um medo... Quem aqui acompanha sabe: fui Au pair no passado e não fui tão bem sucedida no trabalho com crianças. Mas eu fui, com a cara e a coragem...

Ontem fez 3 meses que comecei a trabalhar como Agente de Apoio à Educação Especial e quer saber? Estou MUITO FELIZ!!! Sempre ouvia as pessoas falando que quem trabalha com Educação Especial se apaixona e eu achava que era demagogia, mas hoje entendo porquê: é realmente apaixonante.

Educação Inclusiva


Cada dia que passa sinto mais orgulho da minha profissão e mais amor pelas minhas crianças (olha ela, já está até chamando de "minhas" hahaha). Elas são carinhosas, risonhas, cada uma tem uma história pra contar e eu amo todas sem distinção.

Claro que como todo trabalho, tem seus dias difíceis mas quando eu trabalhava em escritório, por exemplo, só tinha história triste pra contar; hoje chego em casa rindo sozinha, só com boas coisas pra contar 💝

Isto tem me ajudado também na faculdade, já que hoje estou vivenciando o que é a área da educação. Fazer História tem se mostrado o caminho mais acertado que tomei. A única coisa ruim é que estou sem tempo pra me dedicar aos vídeos do canal e a venda de doces (até porque pobre "nóis" continua). Mas agora que minhas provas da faculdade acabaram vou tentar arrumar um caminho pra voltar a fazer meus doces que amo e os vídeos também.

Enfim... é isso. Beijos, Thainá!!

sábado, 6 de maio de 2017

Teoria da História

O objetivo desta postagem é trazer conteúdo sobre a disciplina "Teoria da História", cursado na faculdade de História da Universidade Estácio de Sá. De forma resumida, vamos a primeira parte.

Nem sempre o ofício de Historiador existiu, haviam profissionais de outros campos escrevendo história sem necessariamente ter a intenção de perpetuar seus conteúdos. O conhecimento histórico é fruto de uma produção, é construído por alguém (sempre a posteriori), não devendo ser confundido com o "passado" propriamente dito. Em outras palavras, devemos ter consciência que o que aprendemos ao estudar História foi moldado e criado por alguém, não quer dizer que, de fato, tenha ocorrido.

Nós também devemos compreender o conceito de "sensação de verdade" trazido pelas metodologias históricas eis que seria impossível demonstrar o passado exatamente como foi. A história deve ser entendida como produto de uma operação intelectual caracterizada pela subjetividade autoral.

Em Teoria da História é importante destacarmos também o conceito de Metodologia e Teoria. A Metodologia (modo de fazer) é vital para a concretização de qualquer pesquisa bem sucedida. Quando, ao ler um texto historiográfico, sentimos facilidade na interpretação, é porque o historiador que escreveu foi coerente e soube relacionar o conteúdo abordado à uma metodologia adequada. Assim, metodologia é muito importante na condução do trabalho historiográfico.

Teoria da História, Paradigmas, Metodologias, etc
Uma Teoria corresponde a uma determinada maneira de ver as coisas (visão de mundo): a palavra vem do grego que significa "teatro". Os "paradigmas" (modelos) correspondem a estas maneiras de conceber a História, ou seja, a História pode ser contada sobre diversas ópticas, cabe a nós conhecê-las.

O Materialismo Histórico, por exemplo, é um paradigma surgido a partir do século XIX e que até hoje permanece como alternativa teórica importante para o trabalho do historiador. Também temos o Positivismo (paradigma voltado exclusivamente à ciência) e o Historicismo (paradigma voltado a escrever a história por perspectivas "heroicas").

De tempos em tempos podem surgir novos paradigmas contestando os anteriores tornando assim a História um campo de confronto entre paradigmas dominantes. Mas também podem surgir para trabalharem juntos, um complementando o outro. A História não é uma ciência exata e fixa no tempo, podendo mudar e ser reescrita ao longo dos anos.

Para Thomas Kuhn, deve haver uma ideia de matriz disciplinar que equivaleria a um mega paradigma aceito por quase todos os praticantes de um campo do saber, até que surgissem novas modificações na matriz disciplinar. Em seu livro "Razão Histórica" (1983) Jörn Rüsen adaptou o conceito de matriz disciplinar para se referir a um sistema mais amplo que envolve a prática profissional de todos os historiadores. Ela pode ser entendida como a fixadora de alguns pressupostos que dificilmente seriam objetos de transgressão ou discordância.

O "Estruturalismo Histórico" têm enfase nas estruturas sociais, achando-se capaz de elaborar uma análise científica, suprimindo o indivíduo. Para Durkheim, quem deve se preocupar com o indivíduo é a psicologia. O Marxismo, por exemplo, trata o indivíduo como parte das estruturas produtivas, a Antropologia, como parte das estruturas culturais, etc.

A Metodologia na prática historiográfica relaciona-se visceralmente com as fontes históricas. Faz parte dela o planejamento de pesquisa. Também usamos os conceitos de "Escolas Históricas" para definir os historiadores. Uma Escola deve ser entendida como uma corrente de pensamento: o conceito de identidade comum é necessário para a sua determinação. Ela pode conter dentro de si uma certa diversidade de posicionamentos teóricos e tendências metodológicas, mas ainda sim é necessária a identidade comum.

A Escola dos Annales, por exemplo, foi um movimento intelectual francês em 1929 que reuniu historiadores em prol da criação de uma revista que perdura até os dias de hoje. Tinha inspiração estruturalista e desenvolveu o modelo de "História Social". Criticavam o historicismo e se definiam como "Nova História". No entanto, na década de 1970 houve uma grande crise nos modelos estruturalistas e as guerras do início do século XX fizeram com que os homens desacreditassem na ciência como algo 100% positivo (sim, estes fatos relacionam-se diretamente).

Desde que a História começou a postular status de ciência não cessou de se tornar cada vez mais complexa, a variedade de paradigmas demonstra isto facilmente. Na passagem do século XVIII ao século XIX incrementou-se a chamada "crítica documental", que é a orientação aos historiadores de como abordar suas fontes históricas, bem como usá-las. No século XIX a predominância das fontes textuais foi deixando espaço para novas maneiras de investigação e pesquisa. Registros informais, resíduos, etc também passaram a ser considerados fontes históricas.

Além dos estudos das fontes históricas, passou haver uma relação com outros campos do saber, como a literatura, economia, etc. A este conceito chamamos de interdisciplinaridade e é de grande importância no estudo da História.

História Econômica e Social


Estudar a Economia está diretamente ligado ao estudo da História Social: desigualdades podem surgir, hierarquias sociais podem surgir, etc. No Antigo Regime (sociedade pré-capitalista) a economia não era diretamente ligada ao valor possuído e sim ao prestígio nobre da atividade, mas hoje em dia não é mais assim.

Segundo Karl Marx a economia não é um aspecto autônomo - ela influencia na vida e recebe influencias também. Estudar economia refere-se a produção, distribuição, circulação e consumo.

A História Serial (estruturalismo) foi desenvolvida pelos Annales e possibilitou o desenvolvimento de uma História Econômica. Prioriza séries quantitativas de documentação e é considerada uma metodologia. Deve-se haver cuidado para não cair no erro da fetichização quantitativa (quando apenas narram fatos sem pensamento crítico).

A Economia está sempre sujeita a fatores externos como guerras, epidemias, e disto chamamos de teorias exógenas - isto explica flutuações econômicas. Quando a flutuação ocorre por razões encontradas na própria economia, chamamos de teorias endógenas.

História Política/ Formas de Poder


A História Política desenvolveu-se em relação às diversas formas de poder. Ambos NÃO constituem um conceito estático, sempre variando ao longo do tempo. O poder, por exemplo, muda com o tempo, nem sempre está associado à acumulo de capital como comumente achamos.

A crise dos paradigmas estruturalistas não foi uma crise "destrutiva" no geral, pelo contrário, ela abriu um leque de novas possibilidades de uso de outros paradigmas.

Podemos identificar um dos pioneiros da história política na Grécia Antiga: Tucidides, que escreveu a Guerra do Peloponeso através do método autópsia (sem fontes, apenas por sua própria experiência).

Já nos quadros do Historicismo, a História Política serviu para a formação de um caráter nacionalista. Temos Leopold Ranke como principal representante nesse sentido. Já Michel Foucault contribuiu com análises sobre o poder em dimensões menores.

Cultura e Sociedade


A História Cultural se tornou mais evidente nas últimas décadas do séc. XX. Cultura apresenta um conceito polissêmico. Assim como Tucidides foi importante no campo da História Política na Grécia, Heródoto foi importante no campo da História Cultural. Ele era Grego porém vivia exilado e escreveu sobre a Grécia no aspecto cultural.

A História Cultural também é conhecida como "História das Mentalidades" e se encontra dentro do Estruturalismo. Ela possui a ideia de que há uma estrutura cultural em determinado contexto histórico.

A Nova História Cultural visava superar a história das mentalidades. Voltou sua abordagem pra História Política, inspirando-se em Foucault (novo conceito de poder).

Na postagem anterior compartilhei um texto a cerca da disciplina Teoria da História, do curso de História da Universidade Estático de Sá. Agora, vamos a segunda parte.

Micro História


A Micro História é muito usada atualmente nos estudos historiográficos. Surgiu com a crise no estruturalismo na década de 1970. Esses modelos são chamados pejorativamente de Pós-Modernos mas não são todos iguais, cada um tem uma abordagem.

A modernidade é marcada pelo desencantamento religioso atrelado a um otimismo na ciência. Assim surgiu o modelo estruturalista de se contar história. No entanto, a descrença na ciência oriunda das guerras enfraqueceram os modelos estruturalistas e podem ser observadas com o filme "2001, uma Odisseia no espaço" de Stanley Kubrick, por exemplo.

O conceito de História Oral também é importante neste cenário de estudos. É um tipo bem específico onde o historiador provoca sua fonte diretamente em emergência, através de entrevistas. Na História Serial trabalhamos com documentação em série que deve ser constituída por um conjunto homogêneo. Trabalhar com um conjunto amplo de documentos do mesmo tipo, procurando enxergar sistematicamente neste as permanências, variações e evoluções que surgem na série, em concomitância com a indicação da passagem do tempo, é o que podemos definir como princípio desta abordagem que é a História Serial.

Não importa a abordagem na pesquisa histórica, em todas elas é importante demais definir o recorte (delimitação do tema). Precisa ter bem definido o tempo, problema e espaço. Daí também vemos o surgimento da História Comparada, que é uma modalidade bem específica que se constrói em torno da comparação entre dois recortes.

História Local comumente é confundida com o conceito de Micro História, no entanto se distingui por restringir-se apenas a uma localidade dependendo fundamentalmente do conceito de espaço, enquanto que a segunda é o estudo ATRAVÉS do espaço. Em outras palavras, na micro história não importa tanto o espaço e sim a maneira de observa-lo. Quando a micro história estuda uma comunidade, por exemplo, seu intuito não é conhecer tal comunidade e sim entende-la para chegar a um fim mais amplo.

Fontes Históricas


“Fonte Histórica” é tudo aquilo que, produzido pelo homem ou trazendo vestígios de sua interferência, pode nos proporcionar um acesso à compreensão do passado humano. No séc XX e XXI as fontes tem se multiplicado cada dia mais, mas ainda são as textuais que guardam espaço em maior escala no trabalho histórico.

A definição de um "problema" bem específico e recortado é importante na pesquisa histórica para condicionar a escolha das fontes utilizadas. A concepção de tempo e espaço não é natural, foram construídas socialmente, e o tempo também é muito importante para o historiador. O espaço físico de acordo com a ideia de "Estado-Nação" é um conceito recente. Deve-se haver o cuidado no uso de certas fontes para não cair em estereótipos. 

História Oral, Memória e Biografia


A Historiografia é um lugar de memórias coletivas e não individuais. Para o historiador não é de modo nenhum uma tarefa fácil lidar com as memórias individuais. Ele deve estar sempre consciente de que a memória não é constituída de registros do que aconteceu, mas sim de releituras desses registros que são elaboradas e reelaboradas pelo indivíduo que lembra e que fala de suas lembranças.

Nos últimos tempos o texto biográfico ganhou forças e deve-se ter cuidado ao usar deste recurso como fonte. É indicado que sempre levemos em consideração a biografia de quem testemunha algo, para evitar parcialidades e não reproduzirmos informação errada.

A História Oral tem papel relevante no cenário de conservação e valorização de certos fatos históricos. Quando reunimos material e cuidamos para que ele seja preservado, é uma maneira que dizer ao mundo que o ocorrido foi importante e não deve jamais ser esquecido (ex: o holocausto).

As fontes históricas podem ser textuais ou não textuais. As textuais são todos os tipos de documentação escrita: reportagens, processos judiciais, testamentos, etc. Já as fontes históricas não textuais são as iconográficas (imagens) e também as sonoras. A partir de uma imagem podemos pensar num período histórico e as fontes sonoras também escrevem história. Um exemplo belíssimo disto eram os festivais de música na época da Ditadura Militar no Brasil, com alto teor de crítica política nas apresentações.

Cinema e História


A História não é exatamente a realidade, é uma pretensão de realidade. Todos os modelos pós estruturalistas são céticos em relação ao cientificismo estruturalista.

O Cinema deve ser considerado prática cultural sobre o prisma histórico, não deve ser considerado de forma isolada (não existe prática desinteressada).

O Cinema não é uma cópia mecânica da realidade mas sim como uma apropriação criativa do imaginário social da época em que foi realizada a apresentação fílmica. Existem filmes históricos que são considerados a estetização de uma realidade pretérita. O filme "A Vida é Bela" é comprometido com o heroísmo norte-americano na 2ª Guerra Mundial, mesmo sendo o exército soviético o pioneiro em combater os nazistas.

Também existem filmes de "ambientação histórica": eles traduzem e interpretam o ambiente histórico no qual estão inseridos.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Marcelo Freixo e o "esquerdomachismo"

Por mais que nós, militantes comunistas, tenhamos nossas ressalvas em relação ao casamento monogâmico tradicional, é impossível viver nos dias de hoje sem o julgo de sua influência. A gente é tão bombardeado desde pequeno pela ideia cristã-ocidental de um casamento perfeito, hetero-normativo, monogâmico, com finalidade de reprodução, que, qualquer coisa diferente disto, é considerada "putaria".

Se desenvolver neste ambiente nos faz repudiar qualquer ideia de relacionamentos abertos, poligamia, amor livre, etc. Claro que algumas pessoas mais desprendidas desses modelos convivem bem em famílias alternativas, mas ainda são poucas. Dessa maneira, a traição é um tabu (principalmente a feminina).

A ex-esposa do deputado estadual Marcelo Freixo, quem sempre voto aqui no Rio, está acusando-o de machismo por ter difamado-a diante de seus conhecidos. Dizem as más línguas que ela o traiu e com isto Freixo tem falado mal de sua pessoa.

Marcelo Freixo Acusado de Machismo pela Ex

Sinceramente? Isto é somente um desabafo de um relacionamento acabado. Não temos como saber a verdade, toda história tem dois lados. Priscilla Soares postou em sua conta do Instagram um texto bem subjetivo sem uma acusação concreta. A oposição à Freixo está se deliciando, usando disto pra atacar a esquerda e a militância feminista. Não estou defendendo-o, estou apenas constando fatos, sei que há muitos machistas na Esquerda.

Entretanto, curiosamente, Priscilla também é de esquerda, feminista assumida e presente na vida política. As pessoas que estão acusando Freixo de machismo pra manchar sua carreira são as mesmas que repudiam o feminismo e simplesmente "cagam" para acusações do tipo. São conservadores, direitosos, fãs de Bolsonaro, que sempre relativizam acusações deste tipo, passam pano pra amiguinhos machistas e sempre desconfiam de acusações de estupro, por exemplo.

Espero sinceramente que caso Freixo seja esta pessoa, pague pelo que fez e deixe de agir desta maneira. E também será uma pena ver um deputado tão atuante nesta cidade nesta situação. Mas não devemos aceitar críticas "construtivas" de quem nunca construiu nada (no caso, a direita).

Também é tenso como o feminismo pós-moderno fecha os olhos para as questões sociais mais importantes, sob um falso pretexto de sororidade.

Enfim... vamos seguir acompanhando. Eu fecho com Freixo e não é uma acusação subjetiva que mudará isto. Claro que políticos podem nos decepcionar com o tempo, mas meu apoio é honesto e sinceramente, humanos são assim, sempre sujeitos a frustrações.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Não existe "MULHER DE MALANDRO"

Esses dias ocorreu uma coisa que me chamou muita atenção, foi um dos assuntos mais comentados no Facebook. Sim, estamos falando de Big Brother Brasil (o programa da Globo).

Primeiramente, se você não assiste esse programa e acha que é um desserviço ao público brasileiro, "tâmu junto", eu também não assisto e acho que não há nada de proveitoso, porém, não fico pagando de culta pra desmerecer quem assiste. As mídias tradicionais tem a obrigação de tratar assuntos sérios, mas não é todo dia que se chega do trabalho a fim de ver mais desgraça do que já vivemos: "futilidades" também existem no entretenimento e tem sua relevância. Existem muitos que criticam BBB mas não perdem uma reprise de "As Branquelas". Então gente: menos, bem menos.

Mas voltando ao assunto, quero dizer é que rolou a expulsão de um participante por agir com abuso em relação a moça com quem estava se relacionando. Além de manipula-la psicologicamente, o cara ainda agiu com força bruta para intimida-la. Um verdadeiro babaca!! E a moça que estava com ele? 

(  ) Mulher de Malandro, gosta de apanhar
(x) Uma mulher psicologicamente abalada

Esta participante se sente depende dele, chorou com sua saída, e mesmo nos momentos de crise voltava correndo para seus braços. Não sei se é tudo armação, mas isso, infelizmente, ocorre muito na vida real. Quem nunca ouviu falar de alguma mulher presa num relacionamento abusivo? Alias, quem nunca viveu um relacionamento abusivo? Não estou falando apenas de agressão física e sim de momentos difíceis que nunca acabam, aquela necessidade de estar com a pessoa mesmo sabendo que ela te faz mal, aquela culpa que carregamos e só percebemos com o passar do tempo... Isso acontece demais!

Mulher não gosta de ApanharMuitas mulheres apanham de seus companheiros e no dia seguinte voltam correndo para seus braços. Isso é ruim? Muito!! Mas nós devemos ampará-las porque mulheres nessas situações demonstram um forte abalo interior, além da baixíssima auto estima. Isto também pode acontecer com homens e, independentemente do gênero, devemos estender a mão para ajudar quem precisa.

Parem de usar a expressão: "Mulher de malandro" ou de dizer que uma mulher "gosta de apanhar" porque ninguém gosta de ser mal tratado. A verdade que as crises nos relacionamentos e na ética tem proporcionado desgaste mental a muitas pessoas, fazendo-as se afundar em relacionamentos fadados ao fracasso, ao invés de curtir suas próprias companhias. Isso não é papo de tiazona, é uma realidade cruel no mundo capitalista que vivemos 😞

A religião também colabora para que mais e mais mulheres se prendam a maridos que apenas a usam como objetos sexuais e empregadas domésticas. Quantas vezes somos incentivadas a manter um relacionamento péssimo apenas por pressão social/ religiosa? Em muitas culturas somos levadas a acreditar que fora de um casamento não somos nada. A religião e o capitalismo sempre andaram de mãos dadas a fim de desmerecer a liberdade sexual da mulher, além de criar atmosferas nocivas àquelas que decidem seguir fora da reta.

Outras pessoas ainda dizem que mulheres que apanham procuram outros parceiros com o mesmo comportamento violento. Bem, isto pode ocorrer, mas por uma junção de fatores que culminaram na primeira união. Estes homens podem ser sedutores e manipular com suas palavras de um jeito que nos fazem questionar até se a grama é verdade. Nunca duvidem da capacidade de um homem de reverter situações para se isentar de culpa. Só quem já passou por isso sabe como é. Faça sua parte, já existem muitos pra julgar, seja a diferença.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

O Mundo não Linear

Dia destes voltei a estudar na faculdade e muita coisa mudou pra mim. Alguns sabem que iniciei a graduação em História numa faculdade convencional durante o ano passado e cada dia que passa me apaixono mais pelo curso. Por motivos trabalhistas tive que mudar de instituição e estou fazendo faculdade a distância. Ainda estou me acostumando, vamos ver no que dá. Ainda amo a História mais que tudo nesse mundo 💛

Antes do curso eu tinha acesso a um conteúdo militante de esquerda e me encantava cada dia mais por esse universo. Não me via como uma pessoa radical, mas talvez eu estivesse sendo sem perceber. Daí decidi estudar para, ao menos, ter mais convicção no que falo. Isso me trouxe uma certa insegurança e um medo de perder a naturalidade, me encher de academicismo, enfim... Mas ainda sim decidi ir em frente e ter mais cautela, porque não quero deixar registrado coisas mal feitas, sem fontes, sem segurança.

Quando criei esse blog eu tinha em mente levar para pessoas conteúdo, cultura e militância de Esquerda. Ainda é um propósito na minha vida atingir o máximo de pessoas possíveis, mas ainda que isso não ocorra, viver num mundo com menos desigualdades já me fará mais feliz. História, Literatura, Filosofia... Todo universo das ciências humanas com quem gosta de conversar é minha meta para este blog também. Se você curte, chega mais!!

A questão é que: Se eu amo as ciências Humanas, por que exigir uma atitude radical e exata? Estava sendo incoerente. Eu me posicionei contra os "isentões" durante muito tempo e ainda tenho uma certa aversão com quem não se posiciona (o famoso: não sou de direita nem de esquerda). Mas pensando racionalmente, estas pessoas que estão certas. Reparem só como nós nos portamos ao estar perto de pessoas contrárias a nossas ideologias mas que temos apreço: nos portamos como isentões. A vontade de estar perto daquela pessoa querida + a educação que papai e mamãe nos deu nos faz agir como isentões e não há mal nenhum nisto, não se culpe. É bem melhor ser assim que enfiar algo goela abaixo, afastando as pessoas.

Não podemos apoiar uma ideologia em 100% de sua natureza sem questioná-la, isso é burrice. Sempre questione e tente não ser radical, estou praticando isto como exercício diariamente. Enfim, espero que esta postagem deixe claro os objetivos do Blog, quero que saibam que, embora eu apoie a Esquerda, questiono suas ideias e convido a todos para fazer o mesmo.

Um ponto importante a se destacar é a vivência: não que ela seja tudo numa discussão, mas tem um peso imenso. Estudando sobre conflitos israelenses, por exemplo, a gente tem uma visão bem dura e concreta sobre o movimento sionista. Mas ao visitar a Palestina e outros locais no oriente médio chegamos a conclusão que nem tudo é como parece. Primeiramente: a mídia mente. Segundo: Nunca sabemos ao certo como é a vida de alguém, só a pessoa sabe exatamente o que se passa. Muito provavelmente se um dia você for a Israel, escutará versões justas dos dois lados.

Não estou defendendo o Estado de Israel mas apenas exemplificando como o mundo é não linear. Não existem santos. A faculdade de História me surpreende cada dia mais ao me ensinar como estudar e como questionar o mundo de uma maneira mais livre. Recomendo a todos!!